Curso Completo para ENEM e Vestibular!
http://www.seliganessahistoria.com.br/
Cadastre-se e seja o primeiro a receber as aulas do YouTube, além de conteúdos exclusivos https://goo.gl/2M6Bri
SOBRE a AULA:
O ponto fundamental do criticismo kantiano é a solução aplicada ao debate entre racionalistas e empiristas, a chamada Revolução Copernicana da Filosofia. O que é isso? Por um lado, os racionalistas (cartesianos) acreditavam que todo o conhecimento seguro provinha da razão, que trabalhava com categorias inatas, a priori (antes da experiência). Por outro lado, os empiristas (baconianos) acreditavam que todo conhecimento seguro provinha das sensações, de modo que o homem nasce como uma tábula rasa.
A crítica Kantiana deriva do seguinte fato: o filósofo alemão colocou a própria razão e as possibilidades reais de conhecimento em questão. Isto é, em vez de questionar como eu conheço os objetos, perguntou se o próprio conhecimento é possível. Isto é a chamada filosofia transcendental, aquela que coloca a razão no próprio tribunal da razão. Assim como Copérnico colocou o sol, e não a terra, no centro de todas as coisas, Kant colocou o conhecimento, e não as coisas conhecidas, no centro de sua filosofia. Se os iluministas criticaram, com as armas da razão, a economia, a política e a religião, Kant leva o pensamento ilustrado ao seu zênite (ao seu máximo): nele, a razão critica a si mesma.
Em Kant, o sujeito, através de seus a prioris, de seu aparato subjetivo, determina o objeto de seu conhecimento. Como assim? Em Kant, é como se todos nós estivéssemos com “óculos”, responsáveis pela nossa capacidade de conhecer. Eles encaixam todos os objetos em intuições (como o tempo e o espaço) e em categorias diversas (unidade, pluralidade, causalidade, substância, existência, realidade, entre outras). Não é possível ao homem pensar sem esses “óculos” – nos colocamos, nos objetos, as características que achamos que a eles pertencem. Estes “a prioris” existem antes da experiência, o que significa que são independentes não apenas do que estamos pensando, ou do que estamos conscientes, mas também de qualquer influência histórica ou aperfeiçoamento.
Kant oferece um mapa de nossas possibilidades de pensar, mostrando os conceitos e os princípios que tornam possível o pensamento. Ele critica, assim, a “ideologia da razão”. Perceba que esses a prioris só nos permitem ver o mundo de um modo particular, mas pode haver outros modos de vê-lo, nenhum dos quais representa o mundo como ele realmente é. Para Kant, o conhecimento é produto de uma faculdade complexa, uma grande síntese entre a sensibilidade e o entendimento.
Qual seria a consequência desse pensamento? Não temos condições de conhecer a realidade pura, “a coisa-em-si”, como elas realmente são. O mundo real, que Kant chama de o mundo dos númenos (coisa em si), é inalcançável para nós, impossível de ser plenamente conhecido por nossa sensibilidade ou entendimento. Kant, espantado, afirmava: nenhum filósofo, até o momento, foi capaz de provar racionalmente a existência de um mundo exterior a nós; tudo o que conseguiram, até então, é mostra-lo como uma intuição.
Tudo o que conhecemos não é a realidade, mas o que Kant chama de fenômeno, isto é, o objeto na medida em que ele é apresentado, organizado e entendido pelo pensamento. Não conhecemos o mundo como ele é, mas apenas como podemos conhecê-lo, através de nossas intuições e categorias. A realidade em si está condicionada ao sujeito – por isso, é impossível conhecê-la.
QUER MAIS AULAS?
História do Brasil - https://goo.gl/WAbJOz
História do Mundo - https://goo.gl/KSq3Qz
FACE: http://www.facebook.com/seliganessahi...
INSTA: http://www.instagram.com/seliganessah...
Os Óculos de Kant sociological theories of deviance | |
| 1,209 Likes | 1,209 Dislikes |
| 11,791 views views | 1.16M followers |
| Education | Upload TimePublished on 11 Nov 2017 |
Không có nhận xét nào:
Đăng nhận xét